quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Grécia é repreendida de novo por lentidão judicial


CONJUR - JUSTIÇA TARDIA

Grécia é repreendida de novo por lentidão judicial

A Grécia ganhou um novo prazo para decidir como vai indenizar as vítimas da lentidão do Judiciário grego. Na semana passada, a Corte Europeia de Direitos Humanos determinou que o país aprove, em até um ano, uma lei para compensar aqueles atingidos pela morosidade judicial. É a terceira vez que o tribunal europeu cobra dos gregos uma resposta pela falta de agilidade nos julgamentos.
Como o governo da Grécia ainda pode recorrer para a câmara principal de julgamentos da corte, o prazo está suspenso. Enquanto isso, também ficam paralisadas as mais de 250 reclamações enviadas à Corte Europeia sobre a lentidão da Justiça grega.
Em dezembro de 2010, o tribunal já tinha exigido que a Grécia garantisse uma recompensa para os jurisdicionados. Em abril deste ano, mais uma vez, os juízes europeus condenaram a lerdeza da Justiça grega e pediram que algo fosse feito. Na ocasião, a corte fez uma estimativa de quanto deve durar um caso criminal e concluiu que sete anos são suficientes. Se passar disso, o acusado deve ser indenizado.
A decisão da semana passada é mais abrangente porque considerou também os processos cíveis. O tribunal entendeu que quem espera anos para ter uma resposta da Justiça Cível também tem direito de ser recompensado. A corte europeia analisou a reclamação enviada pela grega Panagoula Glykantzi, que espera desde 1996 a solução de um processo trabalhista que ela moveu contra um empregador. Os juízes consideraram a espera abusiva e mandaram a Grécia pagar 10 mil euros (cerca de R$ 25 mil) de indenização para a jurisdicionada.
Passos de tartaruga
A Grécia não é o único país europeu que sofre com a demora da Justiça. No final de 2011, quase 22% das reclamações à espera de julgamento pela Corte Europeia de Direitos Humanos tratavam da morosidade judicial. A Itália lidera o ranking das mais acionadas.
Segundo relatório divulgado em abril pelo tribunal, em dezembro de 2011, dos 2,5 mil processos contra a Itália, 1,8 mil eram reclamações contra a lentidão do Judiciário italiano — incluídos nesses 133 ações que reclamam da demora da Justiça italiana justamente para indenizar vítimas da demora da Justiça.
Clique aqui para ler a decisão em francês.
Aline Pinheiro é correspondente da revista Consultor Jurídico na Europa.
Revista Consultor Jurídico, 6 de novembro de 2012

terça-feira, 6 de novembro de 2012

CONVIVER com o PAI é um BOM INVESTIMENTO para as CRIANÇAS


CONVIVER com o PAI é um BOM INVESTIMENTO para as CRIANÇAS

Por: Diário da Saúde - dezembro de 2008


 
Tempo passado com o papai é um tempo muito bem gasto
Participação dos pais na educação dos filhos

Mais tempo dedicado pelos papais aos seus filhos resulta em crianças mais inteligentes e adultos mais bem-sucedidos.
A descoberta é de uma pesquisa que acompanha milhares de ingleses desde que eles nasceram entre os dias 3 e 9 de Março de 1958.
A pesquisa também revelou que pais com maior nível educacional têm um efeito ainda maior sobre a inteligência e a capacidade de auto-realização dos seus filhos.

Tipo de pai

"Não é apenas o caso de se ter o papai por perto, estamos falando sobre que tipo de pai ele é," afirma o psicólogo Daniel Nettle, da Universidade de Newcastle. Em sua pesquisa, ele analisou os dados de mais de 10.000 crianças ao longo de 50 anos.
Os dados de acompanhamento dessas "crianças de 58" terão muitas outras aplicações e possibilidades de estudos e já foram utilizados em diversas outras pesquisas.
O Dr. Nettle utilizou informações coletadas nos anos 1960 e 1970, quando as mães responderam um questionário dizendo quanto tempo os pais passavam com as crianças. As opções iam desde "Não se aplica" até "O mesmo que a mãe." Outras questões monitoraram os níveis de QI (quociente de inteligência), renda e educação das famílias.

Crianças mais inteligentes

Aos 11 anos de idade, as crianças que tinham pais com alto envolvimento em sua criação tiveram resultados de testes de QI significativamente superiores aos das crianças com pais menos presentes.
O destaque social e a influência dos pais em seu meio também exerceram influência positiva sobre os filhos enquanto crianças. Contudo, essa diferença não se manteve quando essas crianças se transformaram em adultos, e foram novamente avaliados aos 42 anos de idade.

Obstáculos para subir na vida

A influência positiva dos pais foi maior sobre os filhos do que sobre as filhas. Os pesquisadores especulam que isso pode se dever à maior quantidade de obstáculos que os homens enfrentam para subir na escala social, e que o melhor preparo oferecido pelos pais facilitou em seu enfrentamento desses desafios.
A pesquisa foi publicada no exemplar de Dezembro do jornal Evolution and Human Behavior.
O nosso aleitamento.com é um apoiador da participação plena dos homens na vida dos seus(as) filhos(as).

Desde 2003 coordenamos a CAMPANHA de VALORIZAÇÃO do CUIDADO PATERNO.

http://www.aleitamento.com/cuidado-paterno/conteudo.asp?cod=496